Como saber se você tem potencial para fazer uma abertura frontal

Posted: 2.8.16 by Glauber Ataide in Marcadores:
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Testando seu potencial para fazer uma abertura frontal

Tradução de Glauber Ataide

Este é o terceiro artigo de minha coluna sobre treinamento que apareceu na edição de maio de 1999 na revista Taekwondo Times

Para ler o artigo anterior, clique aqui

No primeiro artigo desta coluna você aprendeu como determinar se tem potencial para fazer uma abertura lateral, mesmo antes de começar seu programa de alongamento. Neste artigo você aprenderá se os ligamentos e a musculatura de suas coxas e quadris lhe permitem fazer uma abertura frontal.

Este é o teste para a abertura frontal: faça um longo agachamento (como na foto abaixo). Se suas coxas estão quase formando uma linha reta como em uma abertura frontal, isso significa que as juntas do seu quadril e os seus ligamentos não te impedem de fazer uma abertura frontal. Apenas um endurecimento de seu tendão do jarrete e dos músculos da panturrilha, e em alguns casos dos músculos iliopsoas podem te impedir de se sentar completamente em uma abertura frontal com ambas as pernas retas. Com o método correto de alongamento você irá relaxar, ou mesmo alongar estes músculos e será capaz de fazer a abertura frontal sem aquecimento.



Tanto na abertura frontal quanto na lateral, aliviando a tensão dos músculos ao redor das juntas aumenta  a amplitude de movimento delas, provando que é apenas a tensão muscular o que te previne de fazer aberturas. A tensão muscular tem dois componentes: a tensão gerada pelo elementos contráteis (fibras musculares) e a tensão presente em um músculo inativo, desnervado, exercida pelos tecidos conjuntivos associados ao músculo.

Alguns autores (M.J.Alter, B.Anderson, H.A.deVries, S.A.Sölveborn) afirmam que a tensão dos tecidos conjuntivos tendem a ser o principal fator que restringe a flexibilidade. Eles defendem alongamento estático lento, mesmo em um aquecimento, como se os músculos fossem peças de fábrica a serem alongado para o tamanho desejado. Ramsey e Street (1940), no entanto, provam e afirmam claramente que se o alcance da extensão não exceder a 130% do comprimento em repouso (30% a mais do que o comprimento em repouso), a tensão em repouso em um músculo não-contraído é muito pequena. (O comprimento em repouso de um músculo é o comprimento músculo não-contraído e não-alongado do corpo.)

De forma semelhante, Shottelius e Senay (1956) mostram que, em um músculo alongado acima dos 100% de seu comprimento em repouso, a tensão passiva gerada pelos tecidos conjuntivos é uma pequena fração da tensão devido à contração ativa. Eles mostram que eventualmente, a aproximadamente 120% do comprimento em repouso de um músculo, os dois componentes da tensão muscular contribuem igualmente para a tensão total. A comprimentos maiores, a tensão passiva aumenta enquanto a tensão ativa, gerada por fibras de músculos contraídas, diminui.

Para propósitos práticos, enquanto você sentir que seus músculos contraem em resposta a um alongamento, isso significa que relaxando-os você pode melhorar seu alongamento e que você deveria se preocupar mais com o controle nervoso da tensão dos músculos e menos com o tecido conectivo dos músculos. Este conceito é contundentemente mostrado no teste de abertura lateral publicado na edição de março de 1999 da revista Taekwondo Times.

Na próxima coluna você aprenderá sobre os tipos de flexibilidade e sobre o papel das aberturas no Taekwondo, Karate e no Kickboxing. (Se você acha que as aberturas são necessárias para chutar alto, você está errado.)

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